fbpx

Médico formado pela Universidade de Brasília (UnB), residência médica em Ortopedia pela Hospital de Base do DF, com especialização em cirurgia de quadril e joelho pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em trauma ortopédico pela Universidade de Yale, nos EUA, e em revisão séptica de próteses articulares e fraturas periprotéticas pela ENDO-Klinik de Hamburgo, Alemanha.

Priorizo um atendimento humanizado completo, sempre dando segurança aos pacientes por meio de informação qualificada e procedimentos seguros. Conheço os dramas de uma infecção ortopédica e sei como isso prejudica a independência, a carreira profissional, o orçamento familiar, a mobilidade, os relacionamentos e o lazer dos pacientes. Por entender que posso transformar vidas, escolhi esse ramo da Ortopedia para atuar.

Dedicação ao tratamento de infecção ortopédica

Desde a época da residência médica em Ortopedia, fazer cirurgias em pacientes infectados já era algo muito gratificante para mim. O procedimento bem feito dava ao paciente uma melhora logo no primeiro dia após a operação, com um grande alívio das dores.

Quando me tornei gestor da Unidade de Ortopedia do Hospital de Base, percebi muitos problemas com infecção ortopédica. Vários pacientes sequelados, muitos amputados e alguns morrendo por causa do problema. Vi que sem conhecimento adequado, a coisa saía do controle e muitas pessoas acabavam prejudicadas. Aquilo me incomodou muito. Vi que somente por meio de conhecimento e dedicação poderia diminuir o sofrimento daquelas pessoas.

Foi por conta desse cenário que resolvi me dedicar a transformar a vida desses pacientes. Além das técnicas modernas de tratamento, priorizo a prevenção de infecções quando vou realizar cirurgias ortopédicas.

Como vejo o panorama das infecções ortopédicas

Com o número crescente de cirurgias, haverá um aumento na quantidade de infecções relacionadas a próteses articulares. A porcentagem de pacientes infectados gira em torno dos 2%.

Vale lembrar que o Brasil é um país onde ocorrem muitos acidentes automobilísticos de natureza grave – mais de 1,6 milhão de pessoas ficaram feridas vítimas de acidentes nas estradas, entre 2009 e 2018, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). A quantidade de acidentes de trabalho também é preocupante – eles ocorrem a cada 49 segundos, segundo o Observatório Digital de Segurança e Saúde do Trabalho. 

Isso tudo, somado a práticas não padronizadas, tende a elevar o número de infecções ortopédicas no nosso país. Eu digo que o grande desafio do momento é tratar e prevenir infecção. É considerada uma nova doença em nosso meio. Extremamente complexa e que demanda equipe multiprofissional de cuidado.

Como me preocupo

Após todo o sofrimento que pude vivenciar com pacientes infectados, resolvi que me dedicaria ao tratamento dessa nova doença. Fui para Hamburgo, no norte da Alemanha, para iniciar uma temporada de estudos no hospital que há mais de 40 anos é referência mundial em infecções ortopédicas – A ENDO-Klinik.

Pude aprender sobre o manejo desses pacientes, as técnicas para se obter o diagnóstico, as técnicas cirúrgicas adequadas, os meios de prevenção e a reabilitação desses pacientes. Foi uma experiência extremamente enriquecedora. Com certeza, todo o conhecimento será utilizado para transformar a vida dos pacientes com o diagnóstico de infecção óssea.

Como ajudo os pacientes

Ao olhar o cenário dos tratamentos realizados na Alemanha, percebi que todas as tecnologias necessárias para o sucesso das técnicas cirúrgicas já estavam disponíveis no Brasil. Vi que tudo era uma questão de dedicação. Aplicando o conhecimento adquirido e desenvolvendo a equipe com treinamento e educação continuada, teremos condições de tornar Brasília uma referência sobre esse assunto.

Meu objetivo é dar o meu melhor a esses pacientes. Quero ajudar essas pessoas a retomar todos os aspectos de suas vidas, livres dessa doença tão limitante. Somente por meio de um protocolo bem estruturado é que se alcançam taxas de sucesso acima de 90%.

O meu público-alvo

– Pessoas com diagnóstico ou suspeita de infecção ortopédica.

– Pessoas que desejam realizar cirurgias ortopédicas e que se preocupam com o risco de infecção.

– Pacientes em busca de uma segunda opinião sobre casos complexos.

Empresas que desejam realizar consultorias ou palestras relacionadas a infecção ortopédica e próteses articulares.

Áreas da vida prejudicadas pela infecção ortopédica

Financeira – elevado gasto com tratamentos e terapias que muitas vezes são prolongados. Fontes pagadoras fazem de tudo para rescindir contratos ou cobrar a mais do paciente.

Carreira – paciente tem que interromper sua vida laboral para realizar o tratamento. Devido aos sintomas, quase a totalidade dos pacientes se afasta do trabalho e começa a sobreviver com o que é repassado pelo INSS. Muitos chegam a se afastar por anos, o que acaba por inviabilizar a carreira profissional.

Lazer – torna-se quase impossível realizar atividades esportivas, pelas dores e pelo comprometimento ósseo e muscular. Viagens são comprometidas também pela incapacidade de se ausentar para realizar o tratamento com uso de antibióticos. Além de muitos pacientes apresentarem vazamentos na pele com mau odor, o que inviabiliza muitas atividades sociais.

Física – uso de muletas, bengalas, andadores, órteses e cadeiras de rodas. Todos são dispositivos que demonstram a dificuldade de locomoção dos pacientes. Além da perda da independência para realizar atividades do dia a dia. Muitos desenvolvem sequelas com perda da função de músculos e de movimentos articulares.

Relacionamentos – não raro, pacientes com infecção ortopédica crônica tem seus relacionamentos prejudicados. Alguns acabam se separando e, com isso, perdendo o companheiro ou companheira que ajudava no tratamento. Muitos filhos têm que abandonar o emprego para ajudar os pais. A vida amorosa, invariavelmente, fica comprometida.

 

Open chat