Na hora de decidir se é caso ou não de cirurgia ortopédica, eu levo em conta um princípio básico: só fazê-la se houver algum benefício para o paciente. Não faz sentido operar para que a pessoa piore ou fique na mesma, porque toda cirurgia envolve riscos.

Costumo dizer que o bom ortopedista é aquele que não quer brigar com a natureza. Muitas vezes a natureza resolve melhor do que a medicina.

Leia também: Minha história na medicina: como me tornei ortopedista

Cuido de muitos pacientes com infecção ortopédica, um problema que, se não tratado, pode levar à morte, pois pode virar uma septicemia – infecção generalizada.

Hipócrates, o ‘pai da Medicina” já dizia que se o paciente tem pus, ele precisa ser operado para tirar aquilo. A cirurgia é a base do tratamento, mas até nesses casos é preciso avaliar os benefícios.

Leia também: Caso real: tratamento de paciente com artrite reumatoide

Cada caso é um caso, e uma intervenção pode servir para um, mas não servir para outro. Há sempre que se levar em conta se a cirurgia vai, de fato, melhorar a qualidade de vida do paciente.

É a chamada “via negativa”, que explico em detalhes no vídeo abaixo: