A ortopedia entrou na minha vida depois de uma partida de futebol. Sempre joguei campo ou society, mas, a convite de amigos, num dia de folga, fui jogar salão e tive uma entorse no joelho. Rompi o ligamento cruzado anterior. 

Isso foi em 2007, quando resolvi fazer o serviço militar obrigatório na Aeronáutica. Já tinha feito o curso preparatório e, quando voltei para me apresentar para trabalhar, de muletas, o coronel nem me deu chance de escolher. Disse logo: “Você aí, todo quebrado, vai para a ortopedia”.

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Até então, meu sonho era a Radiologia. Me preparei para isso. Já tinha até passado na prova de residência no Hospital de Base. No curso de treinamento na Aeronáutica, me esforcei para tirar as melhores notas, pois só havia uma vaga na Radiologia.

Se é obra do acaso, não sei, mas a verdade é que me apaixonei pela Ortopedia. Fui muito bem recebido pelos colegas do Hospital da Aeronáutica. Tanto que saí dali decidido. Fiz nova prova de residência, dessa vez em Ortopedia.

E desde o início sempre gostei mais dos casos complicados, de reconstruções e, principalmente, infecções, que, via de regra, ocorrem a partir de cirurgias que não deram certo e precisam ser corrigidas.

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Infecção ortopédica é um problema sério, mas que, na grande maioria dos casos, tem solução e muita gente não sabe. É uma área ainda pouco explorada na medicina, mas existem técnicas especiais para tratamento.

Minha última especialização foi na Alemanha, numa escola que há mais de quarenta anos se dedica ao estudo da infecção ortopédica.

No vídeo abaixo, eu conto mais detalhes sobre essa história como ortopedista. Assista: