Ouça a entrevista que concedi para a rádio CBN sobre uma cirurgia de infecção de prótese (osteomielite), que conduzi de forma inédita no Hospital de Base do Distrito Federal. Realizei o procedimento após três meses treinando a técnica e o tratamento em Hamburgo, na Alemanha.

Aos 47 anos, a paciente em questão havia passado por uma cirurgia para colocação de prótese. No entanto, seis meses depois, teve uma infecção e foi preciso fazer a reabordagem cirúrgica. Dê play no áudio abaixo e entenda como a técnica de cirurgia em um estágio pode melhorar a vida dos pacientes:

O assunto também foi noticiado na Agência Brasília – portal oficial do Governo do Distrito Federal -, no jornal Correio Braziliense e no Jornal de Brasília

Osteomielite

A osteomielite é uma doença causada, geralmente, por bactérias. Ela ocorre em casos como fratura exposta do osso, cirurgias ortopédicas corretivas ou para implantação de prótese. Existem dois tipos de cirurgia para o tratamento: a de um estágio e a de dois estágios.

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A seguir, explico cada uma delas:

Dois estágios

É mais demorada. Nela, retira-se a prótese e deixa o paciente com ou sem espaçador. O material colhido é enviado a um laboratório para que seja identificado o tipo de infecção. Enquanto isso, o paciente fica com limitações por cerca de um mês e meio e fazendo uso de antibióticos. Após esse período, caso haja condições, uma nova prótese é colocada.

Um estágio

cirurgia de um estágio, por sua vez, vem se popularizando no Brasil e surge como uma alternativa mais vantajosa para os pacientes, já que tudo é feito numa única operação. Nela, retira-se a prótese infectada, faz-se a remoção de toda a área comprometida e coloca-se uma nova prótese.

Após o procedimento, o paciente é submetido ao uso de antibióticos, mas por muito menos tempo – 15 dias, em média. É preciso esclarecer que as duas técnicas têm resultados semelhantes, mas a de um tempo é mais vantajosa por reduzir o sofrimento do paciente.